sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lesão ligamentar com artrose degenerativa associada... O QUE FAZER???

Quando nos referimos a essa associação, devemos ter em mente que sua ocorrência na maioria das vezes deve-se ou pela desinformação do paciente em relação à gravidade do seu quadro de instabilidade ou pela espera criminosa que é imposta àqueles que dependem do SUS, na interminável e incompreensível fila de aguardo pelo procedimento.
Cada vez mais comum no nosso meio (e acredito, repetida na maioria dos Centros Especializados) a evolução natural de uma instabilidade ligamentar para artrose degenerativa faz com que pensemos em quais medidas MÉDICAS (e não políticas, pois não nos cabe) podem ser adotadas nos mais diferentes estágios de evolução dessa patologia.
Para não me ater a pormenores, trataremos aqui de quadros onde essa situação está presente e instalada.
Muitas vezes, pacientes são encaminhados por colegas médicos de outras especialidades ou até mesmo por ortopedistas de outras subespecialidades, já com a indicação da reconstrução ligamentar, assim como suas associações (meniscectomias, toalete...). Ledo engano!!!
Essas situações são muito mais complexas do que parecem, pois cada patologia deve ser encarada separadamente, mas o tratamento deve visar o restabelecimento conjunto da integridade anatômica e funcional.
Na grande maioria das vezes, não adianta pensar só na reconstrução do(s) ligamento(s), mas também na correção de um eixo anatômico e de carga alterados. Para melhor entendimento do que acontece, imaginem uma lesão crônica... duradoura... do ligamento; isso resulta em instabilidade da articulação e afrouxamento progressivo de outras estruturas, como cápsula articular, demais ligamentos, tendões; a relação entre os ossos vai sendo alterada e o joelho pode tornar-se progressivamente varo (para fora) ou valgo (para dentro), fazendo com que a carga seja deslocada para uma área fora do normal, resultando em sobrecarga e desgaste anormal da articulação em um ou mais dos seus compartimentos (o joelho se divide em três); Começam a aparecer sinais radiológicos como osteófitos (bicos de papagaio), esclerose óssea e diminuição do espaço articular.
Com base em toda essa evolução, é óbvio imaginar uma gravidade progressiva do quadro e um resultado cada vez mais reservado, mesmo que a terapêutica empregada seja perfeita.
É nos últimos graus que indicamos a associação de reconstruções com osteotomias (já discutidas neste mesmo Blog) ou até mesmo a contra-indicação de um determinado procedimento cirúrgico (artroscopia), já que os benefícios do mesmo não seriam significantes. Nesses casos
Portanto, tenham sempre em mente que a opinião de vários médicos, desde que especializados para tal, tornam a conduta mais completa e compreensível. Não há demérito em tirar dúvidas, seja em que tempo ou lugar for!
NUNCA ENTENDAM CONDUTAS DIFERENTES COMO ERRADAS E SIM COMO COMPLEMENTARES!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DOR NO JOELHO SEM TRAUMA!!! O que acontece?! O que fazer?!

Observando, ao longo desses 6 últimos meses, a rotina de consultório dos Profssores Edílson Thiele e Rogério Fuchs, pude notar que uma das queixas mais frequentes é a seguinte: "Doutor, comecei uma atividade física e aí meus joelhos, que nunca incomodaram, começaram a doer."
Isso, sem dúvida, representa algom tipo 50% das consultas ortopédicas de ambulatório para um Especialista em Joelho, e não necessita de tratamento medicamentoso ou fisioterápico, como explicarei mais à frente.
Quando começamos uma atividade física, seja caminhada, corrida, natação (sim, natação também pode levar a isso!) ou outra, acabamos por realizar um esforço acima do que podemos ou realizando movimentos de forma inadequada, sem falar que na grande maioria das vezes não se faz nenhum tipo de preparação física para tal.
Grande parte dessa DOR resulta de um desequilíbrio entre a musculatura posterior da coxa e perna (flexores) e a anterior (extensora), levando a uma sobrecarga na patela durante o movimento do joelho. A porção posterior mostra-se encurtada (falta de alongamento específico) enquanto a anterior apresenta-se sobrecarregada, caracterizada por uma dor na face medial da patela, que piora aos mínimos esforços. Chamamos essa patologia de SÍNDROME PATELAR DOLOROSA.
O tratamento é tão somente baseado no reequilíbrio dessas forças, por exercícios de musculação (fortalecimento) e alongamento, ministrados por um profissional habilitado e capacitado para esse fim, no caso um Professor de Educação Física.
Perder peso e manter a rotina de exercícios, mesmo em ambiente domiciliar, devem ser outras medidas importantes a tomar.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

HOMENAGEM À CURITIBA E AOS CURITIBANOS!!!

Começo essa postagem voltando no tempo, mais precisamente no dia 21.12.09, quando recebí o e-mail do Professor Rogério Fuchs, responsável pelo Estágio em Cirurgias do Joelho no Hospital Novo Mundo em Curitiba-PR, me confirmando a vaga (por sinal, uma das mais disputadas atualmente por ortopedistas de todo o Brasil).
Não pensei duas vezes ao avaliar essa grande oportunidade e... deixando pra trás família, amigos, trabalho, investimentos, dentre outras coisas... me mudei integralmente para a Capital Paranaense, tendo lá estado por 6 meses.
Lá chegando, me deparei com dificuldades como: total desconhecimento da cidade, ausência de transporte próprio, moradia indefinida... e muito mais! Nada disso foi barreira pra viver uma nova era em minha vida, de aprendizagem e aprimoramento!
Fui recebido como um verdadeiro filho por todos... de residentes a preceptores... e assim me sentí até fim. AGRADEÇO À TODOS, SEM DISTINÇÃO!!!
Agradecimento especial direciono apenas aos Drs. Rogério Fuchs e Edílson Thiele, que se mostraram muito mais que preceptores, mas também grandes amigos... verdadeiros Mestres!!! O mesmo julgamento vale ao Dr. Ricardo Falavinha, pela ajuda que me deu conseguindo vagas no Curso de Aperfeiçoamento da AO em São Paulo e no Curso Avançado de Técnicas AO, também no Estado de São Paulo, só que em Ribeirão Preto.
Fatos marcantes ficam na mente, como por exemplo:
1. O dia em que ao pensar auxiliar o Dr. Rogério na realização de uma prótese total de joelho fui colocado por ele próprio na posição de cirurgião (fato comum na sua política de ensino...rsrsrs), tremendo dos pés à cabeça. O importante é que tudo saiu até melhor do que eu próprio podia imaginar, já que sua presença e ensino constantes na cirurgia foram decisivos!!! Na minha opinião, isso é ser Professor;
2. Seminários realizados junto ao Corpo Clínico do Hospital Novo Mundo, que começaram um tanto informais e depois se tornaram um verdadeiro treinamento a todos os Residentes que lá estavam. Foi muito bom ver o número de participantes cada vez maior, demonstrando o sucesso e a qualidade de nossas apresentações e suas respectivas discussões;
3. Notar que essa subespecialização não se resume apenas a joelho, mas à Medicina Esportiva como um todo, em suas diversas patologias. Acompanhar o Professor Edílson Thiele, médico do Clube Atlético Paranaense, é simplesmente sensacional para quem (como eu) adora essa especialidade médica. Ver o que o Professor construiu à frente do Departamento Médico (um dos melhores do Brasil) e participar de tudo isso, sem dúvida, é muito recompensador. Sem falar no consultório da Clínica do Joelho, uma Referência Nacional, decretada pelso próprios pacientes!!! Indescritível;
4. E muito mais...
Esses meses me mostraram não só como ser ortopedista, mas também médico e acima de tudo homem!!! Isso é incontestável!!!
Se minha opinião vale alguma coisa... se alguns amigos médicos se dão ao trabalho de ler o conteúdo do nosso Blog... RECOMENDO ESSE COMO O MELHOR ESTÁGIO EM CIRURGIAS DO JOELHO E MEDICINA ESPORTIVA DO BRASIL!!!
MUITO OBRIGADO A DEUS PELA OPORTUNIDADE DESSE CONVÍVIO E A TODOS QUE DELE PARTICIPARAM PELO CARINHO!!!

quarta-feira, 21 de abril de 2010



Quero convidar todos os médicos esportistas do Brasil, assim como todos os fisioterapêutas que trabalham nessa área, para o I Congresso Internacional de Medicina do Futebol, que será realizado nas dependências do Centro de Treinamento do Clube Atlético Paranaense, em Curitiba-Paraná.

Tudo sobre a Direção Geral do Professor Doutor Edílson Thiele, tendo sido concedida a mim a honra de participar da Cerimônia de Abertura, representando o Nacional Futebol Clube e o Estado do Amazonas.

Essa será uma oportunidade única de vermos palestras dos mais renomados profissionais, alguns médicos das Seleções de Futebol dos seus países, que estarão presentes na Copa do Mundo.\

Imperdível!!!

Aguardo todos vocês por lá!!!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Estágio em Curitiba - PR!!!

Caros amigos (alunos, pacientes ou outros),
Estarei um pouco ausente do nosso Blog, pois venho desempenhando um nível de atividades muito grande em essa minha nova empreitada.
Estou em Curitiba, capital do Paraná, fazendo minha subespecialização em Cirurgias do joelho e Medicina Desportiva, além de Artroscopia Geral, sob a supervisão dos excepcionais Professores Doutores Rogério Fuchs e Edílson Thiele.
Por vezes, ainda tenho o prazer de conviver trabalhando com os Doutores Paulo Alencar, Falavinha, Henrique Oliveira, dentre outros.
São muitas atividades, desenvolvidas em ambulatório, centro cirúrgico, além de seminários, apresentações, projetos de pesquisa... e muito mais.
Vou na medida do possível responder a todos os e-mails que recebo diariamente e peço a compreensão de todos por uma possível demora.
Acho inclusive que aqui começarei minha Tese de Mestrado, o que vai deixar as coisas ainda mais empolgantes.
Espero retornar a Manaus com uma grande diversidade de conhecimentos, para poder servir a todos vocês ainda com mais afinco e propriedade.
Muito obrigado pelas orações que recebo, além das felicitações!!! Isso só me faz sentir que esse nosso portal de comunicação é realmente SEM LIMITES!!!
Um forte abraço a todos!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Recebo diariamente cartas e e-mails com solicitações, algumas vezes pessoais outras coletivas, a cerca da realização de cirurgias de joelho a serem realizadas no Hospital Geral Adriano Jorge. Quero então esclarecer alguns pontos importantes a todos de uma forma mais abrangente:
1. No HG Adriano Jorge somos apenas 3 cirurgiões que respondem pela realização dessas cirurgias e o fluxo diário, por ambulatório, de pacientes que necessitam desse procedimento está por volta de 15 casos, ou seja, a metade dos atendimentos. Isso faz com que a fila de espera para tal hoje tenha números que superam os 200 pacientes, só no meu agendamento. Somem-se a ele os dos outros dois Doutores;
2. Conseguimos realizar, no regime atual, apenas umas 6 cirurgias por semana, com um total de aproximadamente 24/mês, o que não resolve a demanda e faz com o que o acúmulo aconteça;
3. Não adianta oferecer pagamento por fora ou compra de material, pois isso constitui um crime Federal e até uma desonra aos profissionais que lá se propõem a atender e operar;
4. A fila de espera tem de ser respeitada, haja o que houver, para que não incorramos em prejuízo a quem quer que seja, portanto não adianta vir a nós com "cartas"de A ou B;
5. O caminho correto para a realização dos procedimentos tem que passar pelo médico cirurgião, que irá se interar do quadro e planejar sua cirurgia. Não adianta vir direto por vias excusas e "cair"na sala cirúrgica, pois o risco de insucesso aumenta e compromete o resultado final;
6. Por fim, esperamos que a urgência de um novo trabalho em regime de Multirão seja entendido pela Secretário de Saúde do Estado - SUSAM, a fim de que possamos diminuir a zero essa tão grande fila de espera. Cabe ressaltar que apenas o HGAJ vem ealizando tais procedimentos regularmente pelo SUS no Amazonas, com pacientes não só daqui mas de Estados de toda Região Norte e alguns do Nordeste.
Espero ter esclarecido os principais pontos e coloco este Blog como Fórum para discussões futuras!!!
Muito obrigado pela atenção de todos!!!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Finalmente sai o livro "Pronto pra guerra"

É com muito prazer que escrevo novamente no nosso Blog, e dessa vez pra anunciar com muita alegria o lançamento do livro "Pronto pra guerra"do nosso amigo Prof. Leandro Paiva.
Já tive a oportunidade de devorar mais da metade de suas páginas e reconheço nesta obra talvez a mais bem escrita e rica em detalhes de todas aquelas relacionadas a preparação nas mais diversas artes marciais!!!
Sua linguagem é bem acessível e atual a qualquer pessoa, seja esta desportista ou não,aliando conhecimentos na área de medicina desportiva, fisioterapia, preparação física, fiosiologia, dopping, entre muitas outras coisas. É simplesmente sensacional!!!
Não percam tempo e corram logo à livraria mais próxima para adquirir o seu, uma vez que as vendas tem sido muito intensas.
Esse eu recomendo!!!

sábado, 3 de outubro de 2009

Mensagens aos leitores!!!

Quero informar aos amigos que estarei ausente desse veículo por cerca de um mês, já que embarco numa aventura como mochileiro pelos Estados Unidos!!!
Se Deus quiser esse período passa rápido e logo logo nos encontraremos por aqui!!!
Um forte abraço a todos!!!

Quais as possíveis complicações de uma artroscopia de joelho?!?!

Essa é sem dúvida uma das maiores dúvidas que norteiam a mente de todo e qualquer paciente que virá a ser submetido a uma artoscopia no joelho. Quero aqui esclarecer e orientar sobre essas possíveis complicações, a fim de que possam entender os riscos de tal procedimento.
Para começarmos, vamos dividir as complicações em precoces e tardias. São elas:
1. Precoces:
1.1. Flebites superficiais ou profundas, que caracterizam-se por dor e sinais flogísticos como calor, rubor e eritema na topografia das veias. Não é muito comum e por isso não tão descrita, mas pode ocorrer;
1.2. Síndromes compartimentais, induzidas em grande parte pelo extravasamento do líquido intra-articular, que dissemina-se pelos compartimentos e caracteriza-se por forte dor e aumento de volume, porém sem sinais de processo inflamatório agudo (dor, calor, ruboe e eritema). É uma complicação frequente, pois usamos o meio aquoso pra aumentar a pressão na cavidade articular e visualizar as estruturas, além do controle de sangramento;
1.3. Infecções agudas, caracterizadas por sinais de flogose e secreção purulenta em drenagem espontânea ou coleção subcutânea, expressa em forma de abscesso;
1.4. Lesões vasculares ou nervosas, que resultam em danos concomitantes de maior intensidade e importância. Felizmente são pouco comuns, porém devem ser conhecidas e explicadas;
1.5. Cefaléia pós-anestésica: comum em pacientes submetidos a raquianestesia, que permanecem agitados durante a cirurgia, levantando a cabeça ou falando. É importante que se obedeça às ordens médicas ou que se opte pela sedação concomitante;

2. Crônicas:
2.1. Tromboses, sejam primárias por distúrbios do fluxo sanguíneo ou secundárias aos processos inflamatórios descritos anteriormente. Clínica exuberante de dor e aumento volumoso do diâmetro do membro, subitamente, podendo evoluir com lesões cutâneas;
2.2. Processos inflamatórios tardios, por provável reação ao material de síntese empregado, que podem manifestar-se como processos infecciosos, porém sem alterações aos exames laboratoriais. Cuidado aos riscos de contaminações oportunistas. É o que se conhece como rejeição aos implantes;
2.3. Artrofibrose: causada em grande parte por uma falha no processo de tratamento complementar pós-operatório, seja por parte da equipe ou do próprio paciente, resultando em limitação dos movimentos de flexo-extensão e sensação de "joelho travado". É importante que o paciente obedeça a todos os passos da recuperação e que complemente os mesmos com exercícios em casa, entendendo que a fisioterapia deve ser lembrada e realizada durante todo o dia e não só durante as sessões assistidas.

Espero ter esclarecido as dúvidas pertinentes e coloco esse espaço sempre à disposição para quaisquer esclarecimentos!!!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Participação no 11o. Encontro do Grupo de Joelho de Campinas - SP

Sem dúvidas, esse é hoje um dos maiores eventos da nossa especialidade no Brasil!!
Estivemos imersos durante 2 dias em aulas sobre os mais diversos temas do nosso cotidiano de cirurgiões de joelho, sejam estas teóricas ou práticas, aprofundando cada vez mais os conhecimentos e absorvendo lições dos mais renomados Professores, como Dr. Wilson Mello, Dr. Moisés Cohen, Dr. Gilberto Camanho, Dr. Rene Abdalla, além do grande mestre Dr. Freddie Fu, do Serviço de Massachussets - EUA, sempre com seu show`a parte.
Nossa Equipe foi formada pelos Doutores Marcelo Chacon, Marcos George Leão, Fernando Sequeiros, Eduardo Stewien e eu, o que fez com que nossa estada lá tenha sido muito animada e produtiva.
Com certeza, no próximo ano, estaremos lá mais uma vez, e agora com uma Equipe ainda maior!!!
Estive dias antes, participando de um Simpósio ministrado pelo Grupo AO na cidade do Rio de Janeiro, sobre hastes intra-medulares, tendo o mesmo continuado no Congresso Brasileiro de Trauma Ortopédico, quase concomitante ao Encontro de Joelho. Nesta ocasião pude gozar da companhia de ilustres amigos também. Foram eles: Dr. Nelson Henrique, Dr. Erivaldo Mendonça, Dr. Vanderson Araújo e Dr. Tomás Turner. Obrigado a todos pela amizade, principalmete pelo sofrimento de levar chuva na cabeça, no Maracanã, numa quarta-feira`a noite, pra ver o Fluminense ser desclassificado pelo Corinthians da Copa do Brasil!!! Valeu galera!!! hehehehehehehe... essa eu fico devendo!!! Só valeu pelo Outback mesmo...

Osteotomias que englobam as patologias do Joelho

Osteotomia corretiva da tíbia - fixada com placa tomofix + parafusos

Manutenção da cunha de abertura pelo espassador pra fixação.

Posicionamento dos fios-guia para osteotomia corretiva de acordo com a posição da placa.


Esse é, sem dúvida, um dos mais importantes tópicos a serem abordados dentro das cirurgias do Joelho, uma vez que sua ocorrência não é das mais raras, resultando em grandes dúvidas nos pacientes que a elas se submeterão.
Grande parte dos e-mails que recebo diariamente diz respeito a essas dúvidas, oriundos do Brasil inteiro, e é por isso que escolhemos tal assunto para nossa postagem de hoje.
A primeira distinção a ser feita diz respeito ao elo existente entre sua indicação e as artroplastias, sejam estas parciais ou totais. A dúvida frequente: Doutor, em qual indicação me encaixo, uma vez que apresento esses sintomas? Pensando nisso, dissertaremos abaixo sobre tudo que envolve esses procedimentos.
Quando analisamos um paciente, o primeiro passo após um exame físico cuidadoso é a medida feita em uma radiografia panorâmica do membro inferior, com posterior traçado de uma linha que vai do centro da cabeça do fêmur até o centro da articulação tíbio-talar. Um joelho pode apresentar desvios desse eixo de carga tanto para medial (geno varo) quanto para lateral (geno valgo). Isso reflete que a carga do eixo axial do corpo será maior em determinado ponto que em outro, havendo um desequilíbrio que resulta em sobrecarga e degeneração das estruturas envolvidas (meniscos, cartilagem, ligamentos...). Compare isso tudo com a suspensão de um carro desalinhada, resultando em danos aos pneus, tripóides, discos de freio e embreagem, dentre outros. uma bagunça. Nesse caso, a comparação é verdadeira.
Portanto, imaginem que um desvio para dentro do joelho (valgo) leva a sobrecarga na parte lateral do joelho e a correção passa por um corte no fêmur distal (osso da coxa) trazendo o joelho um pouco para fora (varo) corrigindo as forças. Chamamos essa de osteotomia varizante do fèmur. Do contrário, se o joelho é torto para fora (varo - mais comum), a sobrecarga incide sobre a parte de dentro (medial) do joelho, e a correção será com um corte na tíbia proximal (osso principal da pena, uma vez que há também a fíbula), trazendo o joelho para dentro. Essa é a osteotomia valgizante da tíbia.
As correções do eixo devem ser criteriosas e muito bem planejadas. O quanto de correção em milímetros e graus deve ser predeterminado por um cirurgião experiente e conhecedor da técnica, uma vez que apesar de parecer não é um procedimento fácil de realizar.



Quando existirem lesões ligamentares ou meniscais concomitantes, as mesmas podem ser tratadas no mesmo tempo cirúrgico ou em etapas subsequentes, sempre começando pela correção desse tão importante eixo. A sequencia de realização seria: osteotomia - Reconstruções ligamentares do pivô central (LCA e LCP) - reconstruções dos estabilizadores adjacentes (LCL, LCM, complexo arqueado, capsula, tracto iliotibial e outros).



Esse corte ósseo é iniciado com uma serra elétrica de rotação moderda para evitar necrose óssea, e terminada com osteótomos manuais até que se crie um fulcro contralateral sem romper a cortical oposta. Tal procedimento leva`a correção, que é mantida por placas e parafusos, atualmente cada vez mais avançados e precisos, pemitindo uma recuperação mais tranquila, com marcha precoce e menor agressão a partes moles, pelo implante (minimamente invasivas e de baixo contao periostal) .



Com base em tudo que foi exposto, quando isso tudo não basta e já há grande desgaste articular instituído, com lesão cartilaginosa severa, levando a exposição e por vezes impacção do osso subcondral, em 2 ou 3 compartimentos do joelho, com graus avançados de varismo ou valgismo, além de dor intensa, inclusive em repouso, estamos de frente com a indicação de salvação para uma articulação altamente danificada, a prótese de joelho, já abordada nesse Blog em épocas anteriores. Esses casos são aqueles em que muito tempo se passou sem nada ser feito!!!



Tudo deve ser avaliado por seu médico ortopedista e o tratamento instituído, de acordo com suas manifestações clínicas. Agora lembre sempre... sua ajuda na recuperação é fundamental, seja em que procedimento cirúrgico for!!!

Mutirão do Hospital Geral Adriano Jorge - 2009






Como já havia anunciado neste mesmo espaço, segue em ritmo acelerado o Mutirão de cirurgias do joelho do Hospital Geral Adriano Jorge, capitaneado pelos Especialistas nessa área pertencentes ao quadro da Cooperor-AM.


As cirurgias são realizadas por 3 equipes, cada uma formada por dois médicos, ficando a mesma responsável pela realização de 2 cirurgias por noite, com um total de 6 por dia. O número por semana, então, chega a 30 cirurgias e o mensal a um total de 120 cirurgias. O mesmo está programado para durar 3,5 meses, com um número final de 390 cirurgias.


Sabemos que ainda é pouco, uma vez que as filas de espera individuais, inclusive a minha, chega a aproximadamente duas vezes esse número, mais com a provável prorrogação desse prazo, conseguiremos acabar com essa tão indesejada espera.


As cirurgias realizadas vão desde artroscopias simples (meniscectomias e toaletes artroscópicos) até lesões ligamentares complexas e múltiplas (LCA + LCP + LCL...), dependendo do tempo e da funcionalidade diária da Equipe.


Somos ao todo um total de 18 especialistas, dos quais 15 estão engajados nessa realização.


Agradecemos a Direção do Hospital Geral Adriano Jorge pela iniciativa e a Direção da Cooperor-AM pela otimização da tarefa, além do Governo do Estado, que demonstra assim sua grande preocupação com o caos público que havia se instituído nesse segmento.


Seguiremos firmes e fortes, rumo ao sucesso final traçado no início, podem esperar!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Novidades para o SUS brevemente!!!

Encontra-se em fase de planejamento e sistematização um Programa de cirurgias eletivas do joelho, a ser realizado nas dependências do Hospital Geral Adriano Jorge - HGAJ, visando operar o maior número de pacientes, diminuindo a fila de espera por tais procedimentos.
Dessa vez, a iniciativa parte da Superintendência de Saúde do Amazonas - SUSAM, da Direção Geral do Hospital e da Cooperativa dos ortopedistas do Amazonas - COOPEROR, onde esta última disponibiliza seus membros que habitualmente já trabalham nessa área de abordagem, formando um Corpo de Cirurgiões especialistas em tais procedimentos. Tudo 100% pensado e idealizado no Amazonas, sem qualquer intervenção externa.
Tal feito só se mostrou possível, uma vez que já dispomos de um número significativo de profissionais especializados e prontos para o trabalho.
Somos uma potência em Ortopedia e Traumatologia, reconhecida no Brasil inteiro, e por isso a partir de agora tais Programas serão bem mais frequentes.
Aguardem pelas próximas notícias...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O que é CONDROMALÁCIA PATELAR???

Também conhecida e intitulada como condropatia patelar, representa o acometimento patológico das facetas articulares da patela, provavelmente induzida por estresse mecânico repetitivo, que pode ser graduada em fases, sendo: Grau 1 - Amolecimento da estrutura; Grau 2 - Fissuras supeficiais perceptíveis à artroscopiaç Grau 3 - Aprofundamento das fissuras, atingindo o osso subcondral, com liberação de fragmentos cartilaginosos, e Grau 4 - Soltura ampla desses fragmentos, com exposição do osso e subsequente artrose, com "bicos de papagaio" presentes ao r-x. Essa graduação é extremamente importante, pois referencia qual tratamento deve ser empregado, seja o mesmo conservador ou cirúrgico.
A avaliação sempre se inicia clinicamente, complementando-se com exames de imagem como r-x e Ressonância Nuclear Magnética.
No tratamento conservador, empregamos drogas condroprotetoras como Artrolive, Condroflex e outros, que funcionam servindo de matéria-prima na remodelação da cartilagem ou aumentam a elasticidade das fibras de colágeno nos ligamentos, com isso aumentando a amplitude dos movimentos articulares. Associa-se também a fisioterapia, com procedimentos que envolvem combate ao estresse mecânico, por meio estático e dinâmico. Mudanças no estilo de vida, tais como perda de peso e regressão de estado sedentário também são importantes.
No tratamento cirúrgico ainda temos muitas dúvidas sobre o que e quando fazer, sendo esse um dos assuntos mais debatidos em Congressos pelo mundo afora. O que mais se emprega hoje é a chamada condroplastia por abrasão, onde por meio da artroscopia se retira camada cartilaginosa danificada e com o broqueamento do osso subcondral, estimula-se um sangramento que se transforma em rede de fibrina e depois numa pseudo-cartilagem, muito mais fibrosa, mas que se serve ao propósito de proteção. Ainda existem muitas dúvidas.
Dor na face anterior do joelho, com leve derrame articular, e história de esforço excessivo... você pode ser mais um a conhecer essa importante patologia, mas não se desespere... seu tratamento é efetivo na maioria dos casos.
Procure sempre o Ortopedista mais próximo!!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Esquema ideal de suplementação para atletas!!!

Atendendo a inúmeros pedidos de amigos e pacientes, resolvi publicar um esquema ideal de suplementação alimentar e potencialização nutricional, com os produtos mais indicados e suas respectivas descrições quanto à indicação, posologia, contra-indicação, dentre outros.
Segue abaixo toda a rotina, esclarecendo que todo esse esforço deve ser seguido de alimentação balanceada e treinamento específico para o caso.

ÓXIDO NÍTRICO (NITRO HMG):

Em associação aos treinos com sobrecarga, a atuação do Óxido Nítrico proporciona maior perfusão sanguínea e sensação prolongada de volumização e tonificação muscular mesmo após o treino. Mas estimular o Óxido Nïtrico não é tudo. Estudos Científicos evidenciam que a alta performance veno-muscular envolve a estabilização de uma enzima chamada Fosfodiesterase, molécula responsável pela neutralização do efeito de vasodilatação, e proteção muscular através da atuação de Antioxidantes de Amplo Espectro.
Além disso, é possível incrementar a produção de Óxido Nítrico através do reforço de um evento físico que acontece naturalmente no interior dos vasos sangüíneos de nosso organismo – é a chamada “Força de Cisalhamento” que nada mais é do que o choque natural entre o endotélio do vaso e os componentes sanguíneos, em especial as hemácias.
Dessa forma, é possível favorecer e estimular o crescimento saudável destas células, para que a produção de NO e conseqüente maior perfusão sanguínea, sejam ainda mais pronunciados.

O que é PERPETUAL PUMP?
Após os treinos com pesos os músculos ficam com maior volume e densidade devido ao fluxo sanguíneo aumentado em consequência dos próprios exercícios com sobrecarga. Só que esse efeito não dura mais de meia hora, pois entra em ação um metabólito especial chamado Fosfodiesterase que finaliza a essa perfusão sanguínea amplificada. Controlar a Fosfodiesterase então passa a ser um requisito essencial para manter a volumização muscular decorrente dos treinos com sobrecarga por mais tempo.
Quem deve tomar o Nitro HMG?O Nitro HMG deve ser tomado por atletas que desejam aumentar sua performance aeróbica e bodybuilders (praticantes de musculação) que desejam ter ganhos avançados de massa muscular e diminuir o tempo necessário para recuperação, prevenindo sintomas de overtraining.
Depois que eu parar de usar o Nitro HMG vou perder os efeitos de volumização muscular?Um dos mecanismos de ação do Nitro HMG é gerar um aporte otimizado de nutrientes especialmente desenvolvidos para a nutrição celular-muscular. Sendo assim os efeitos obtidos em termos de ganhos musculares não se restringem ao período de PERPETUAL PUMP. Os ganhos musculares obtidos com a combinação do Nitro HMG com exercícios de sobrecarga (musculação) são sólidos e cumulativos.
Posso utilizar outro suplemento junto do Nitro HMG?O aporte otimizado de nutrientes promovido pelo Nitro HMG faz com que o consumo de proteínas seja recomendado. Dessa forma o uso combinado do Nitro HMG com uma boa proteína (Whey Protein por ex.) pode trazer melhores resultados.
Sugestão de Uso: Um ciclo de utilização de NITRO HMG envolve a ingestão de 1 pack antes do treino, sendo importante pausar o produto pelo menos 2 dias por semana.Fase Pré-Competitiva: Para obter melhores resultados, você poderá fazer um Ciclo de Saturação (envolvendo a ingestão de 1 pack antes do treino e outro após, durante 3 semanas) e depois realizar Ciclos de Manutenção ingerindo somente 1 pack antes do treino.


Kit Ergogel (hGH + Testosterona) (CoEx5)
Nutrilatina AGE

Tenha os benefícios do HGH e da TST nesta combinação perfeita de produtos campeões. Ergogel-T e Ergogel hGH juntos, exercem atuação sinérgica potencializando a resposta endócrina dos dois mais importantes elementos ligados ao desempenho de força, crescimento e definição muscular, graças à soma do conjunto de ativos sobre a estrutura muscular.

Uso combinado de Ergogel hGH e Ergogel-T

A Testosterona diminui os níveis de GHBP (substância neutralizadora do hGH, o hormônio do crescimento), fazendo com que o corpo transforme-se no ambiente propício para o estímulo sobre o Hormônio do Crescimento. Por sua vez, o hGH amplifica a resposta celular ao estímulo anabólico da Testosterona. De maneira complementar, porém não menos importante, os dois hormônios juntos exercem atuação sinérgica sobre a supressão do Cortisol (hormônio catabólico), de modo a gerar maior crescimento muscular do que se fosse aplicada apenas uma formulação ao atleta."
Testosterona. Funções e correlação com hGH e a capacidade Sexual e Anabólica:
A Testosterona, como outros hormônios esteróides é derivada de moléculas de colesterol, e sua maior produção ocorre nos testículos, em estruturas chamadas células de Leydig. A Testosterona participa nos mecanismos de síntese protéica, promovendo o crescimento tecidual a partir de andro-receptores, e dentre seus principais papéis no organismo masculino, destacam-se suas funções virilizante e anabólica (massa muscular e força).
Testosterona e hGH (Human Growth Hormone = Hormônio do Crescimento), juntamente com a insulina, figuram como os mais importantes hormônios anabólicos produzidos pelo corpo humano.
No complexo jogo de balanço anabólico e sexual, observa-se que o Hormônio do Crescimento e a Testosterona são complementares e interdependentes, visto que apenas podemos atingir o auge de capacidade sexual, bem como desenvolvimento e qualidade muscular, quando ambos (hGH e Testosterona) encontram-se em quantidades ótimas no organismo.
ErgoGel - T AGE:
Suplemento estimulador, para aspersão sublingual. Combina fatores nanoformulados, correlacionados ao metabolismo da Testosterona.
A composição herbal responsável pela aromatização e característico sabor de ErgoGel T, traz consigo os princípios ativos através dos frutos de "Puncture Vine Extract", obtida por um exclusivo processo de Destilação por Arraste de Vapor, seguida de Extração Ativa e Filtragem Fracionada.
Este processo foi padronizado pelo laboratório de pesquisas da Nutrilatina, resultando em Hidrolatos Modificados, fontes de Saponinas Esteroidais em sua forma ativada. Estas Saponinas, obtidas em Nanopadronização, asseguram alta Biodisponibilidade e aceitação Farmacocinética por parte da mucosa sublingual.
Esta predominante composição herbal, combina-se com 3 peptídeos mineralizados, de Arginina e Aspartato, complexados com Zinco, Magnésio e Manganês, que catalisam e capacitam o corpo para a síntese da Testosterona.
Para que exista a efetiva síntese protéica, por fim entram em ação uma combinação específica de 5 Vitaminas do Complexo B, para que o núcleo celular possa oferecer a melhor resposta anabólica natural. (Fonte: Prasad AS, Mantzoros CS, Beck FWJ, Hess JW and Brewer GJ.)
ErgoGel - hGH AGE:
O principal ativo de ErgoGel hGH é baseado em um fluído pré-lácteo microfiltrado, que é fonte de moléculas biodisponíveis, onde destacam-se os IGF-1 e IGF-2 (Insulin-Like Growth Factors), TGF-Beta (Transforming Growth Factor Beta), EGF (Epidermal Growth Factor), Lactoferrina, Alfa-Lactalbumina e Beta-Lactoglobulina. (Fonte: Nature Cell Biology – Revista / Base de Dados aceita pela Comunidade Científica.)

Sugestão de Uso: Posicione a válvula logo abaixo da língua e pressione 4 vezes, mantenha o produto em contato com a mucosa sublingual por 40 segundos. Para treinos musculares intensos, usar pela manhã, antes do treino e antes de dormir. Para estímulo de tônus e lipo-oxidação, use duas vezes ao dia sendo 1 antes de dormir.

WHEY PROTEIN ISOLADA:

Iso Protein ® contém 100% de Whey Protein Isolate (WPI), a proteína de mais alto valor biológico (BV de 154) disponível atualmente. Cada dose fornece 52g da mais pura proteína, sem carboidratos, gorduras ou lactose.A proteína é o nutriente mais importante para quem quer ganhar massa muscular. A verdade é que um bodybuilder não existe sem proteína. Isso porque a proteína é a matéria prima para a construção de todo o seu tecido muscular! Mas o que algumas pessoas não sabem é que nem toda proteína é igual. As proteínas são classificadas de acordo com os seus valores biológicos (BV), que são números dados a elas para determinar suas disponibilidades para o organismo. A proteína de mais alto valor biológico (BV de 154) disponível atualmente é a proteína isolada do soro do leite, também conhecida como Whey Protein Isolate (WPI). Suas cadeias curtas e peptídeos fazem com que ela fique disponível para absorção quase que imediatamente - cerca de apenas 10 minutos após sua ingestão.
É de certa forma uma proteína turbinada. É o melhor investimento que você pode fazer em termos de proteína, e essa é uma opinião quase unânime entre os especialistas.Whey Protein Isolate tem a característica de ser um suplemento de recuperação pós-exercícios por excelência. É nessa hora crítica depois de um estresse físico intenso aonde as células estão como esponjas para absorver os nutrientes.
O apetite das células nesse momento e as propriedades da rápida bio-disponibilidade da Whey Protein Isolate (WPI) fazem com que a recuperação e os ganhos musculares sejam completos.
ISO Protein®: O ISO Protein® da Body Size fornece 52g do mais puro WPI por dose processado usando a tecnologia ion-exchange, o que garante a você não somente o mais rápido resultado que a tecnologial nutricional atual permite, mas como também são mantidas todas as propriedades antioxidantes do Whey, sendo também considerado uma dose forte de saúde para seu corpo. O ISO Protein® da Body Size é facilmente misturado em qualquer líquido e o sabor é incrível. A pureza da proteína, usando matérias primas importadas e o processo de isolamento mais avançado permitiu uma atenção especial ao sabor maior do que em todas as outras formas de proteína.
Com o ISO Protein® você vai com certeza turbinar seus ganhos musculares. Além disso a ISO Protein® é livre de lactose, podendo ser consumida também por aquelas pessoas com intolerância a lactose.

Dúvidas frequentes:
1. Qual são as melhores horas de tomar o ISO Protein?
Os momentos ideais para você tomar o WPI são logo após malhar e logo após acordar, quando seu corpo está precisando de proteína de rápida absorção imediatamente.
Ao acordar: Procure fazer o seu café da manhã logo ao acordar tomando um shake contendo o WPI junto com sua fonte preferida de carboidratos, o que para muitos é o pão. Carboidratos de baixo índice glicêmico são indicados neste momento, portanto dê uma maior atenção as fibras e dê preferência ao pão integral.
Após malhar: Logo após malhar faça um shake com o WPI e carboidratos simples de rápida absorção. Boas alternatinas de carboidratos são frutas, mel e dextrose. Os carboidratos simples vão a judar seu corpo absorver o máximo de WPI e melhorar ainda mais seus resultados. Assim você terá a melhor nutrição pós-treino possível e estará transformando cada gota de suor em resultados.
Porém o que você precisa saber é que da mesma forma que o WPI é rapidamente absorvido, suas concentrações na corrente sanguínea caem mais rápido do que com as outras proteínas.
Então outra dica importante é fazer uma nova refeição protéica 2 horas após a ingestão do WPI que você fez logo depois dos treinos. Nesta nova refeição escolha proteínas completas e carboidratos complexos. Boas fontes de proteína nestes momentos são WPC (whey protein concentrate - o Whey normal que você está acostumado), albumina, frango e carnes em geral.Uso combinado de NO2 e ISO Protein®:
O Óxido Nítrico provoca um aporte maior de nutrientes para as células musculares, incluindo a proteína isolada do soro do leite (WPI) de alto valor biológico (BV 154) do ISO Protein® que é a principal matéria prima para a formação de tecido muscular.
Essa combinação de fatores é tida por alguns especialistas como a mais sensacional para o anabolismo muscular
Sugestão de Uso: Diluir no liquidificador ou em SHAKER, 2 medidas dosadoras (62g) em 350ml de água ou suco de frutas. Consumir após o treino ou conforme orientação profissional.
Porém o que você precisa saber é que da mesma forma que o WPI é rapidamente absorvido, suas concentrações na corrente sanguínea caem mais rápido do que com as outras proteínas.
Então outra dica importante é fazer uma nova refeição protéica 2 horas após a ingestão do WPI que você fez logo depois dos treinos. Nesta nova refeição escolha proteínas completas e carboidratos complexos. Boas fontes de proteína nestes momentos são WPC (whey protein concentrate - o Whey normal que você está acostumado), albumina, frango e carnes em geral.

WHEY PROTEIN:

ULTRA IPC WHEY promove o ambiente metabólico adequado para a construção muscular porque reúne os nutrientes necessários para que uma dose ofereça eficiente concentrado de proteínas de alto valor biológico associado ao exclusivo IPC FACTOR (Insulin Production Control Factor), que contém em sua fórmula vitamina B6, Cromo-quelato e uma combinação de glucídios bioativos desenvolvidos pelo centro de pesquisas da NUTRILATINA para maximizar os benefícios já conhecidos do Whey Protein.Essa tecnologia garante uma nutrição inteligente, que considera a bioquímica do organismo para promover aumento de massa magra. Isso significa que cada dose de proteínas ingerida será aproveitada ao máximo.

Sugestão de Uso: » OPÇÃO 1 – ATLETAS DE MUSCULAÇÃO E FISICULTURISMO: São recomendadas 4 a 5 doses ao dia, visando o balanço positivo de nitrogênio e o fornecimento de elevadas concentrações de aminoácidos para as fases mais intensas do treinamento. Para o consumo de 5 doses, prepare uma dose pela manhã, próximo ao desjejum, uma dose durante à tarde, uma dose antes da atividade física (pelo menos 2 horas antes da atividade), outra dose até 1 hora após a atividade física e outra à noite (pelo menos 2 horas antes de dormir).
» OPÇÃO 2 – DESPORTISTAS DE MODALIDADES DIVERSAS: São recomendadas 3 a 4 doses ao dia, visando estabelecer importante suprimento de nitrogênio protéico para o trabalho muscular. Para o consumo de 4 doses, prepare uma dose pela manhã, uma dose durante à tarde, uma dose pelo menos 2 horas antes da atividade física e outra dose até 1 hora após a atividade física.
» OPÇÃO 3 – PRATICANTES DE FITNESS: São recomendadas 3 doses ao dia, visando uma complementação protéica à alimentação diária. Prepare uma dose pela manhã, uma à tarde e outra dose até 1 hora após a atividade.

Recomendação: Crianças, gestantes, idosos e portadores de qualquer enfermidade devem consultar o médico e/ou nutricionista. Manter o produto bem fechado, em local seco, longe calor e da luz direta. Após aberta a embalagem, recomenda-se consumir em 30 dias para melhor conservação das características do produto. Sem adição de açucares. Este não é um alimento com valor energético reduzido.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Caso clínico em Traumatologia - JOELHO FLUTUANTE

Fixação externa para estabilização relativa do membro inferior esquerdo.

Fratura cominutiva do fêmur esquerdo.

Deformidade clínica segmentar no M.I.E.


Proximidade ao paquete vásculo-nervoso femural.

Fragmento ósseo proximal do fêmur com extensa injúria às partes moles adjacentes.

Fraturas diafisária dos ossos da perna esquerda - Note a grande instabilidade.


Fratura extensa e cominutiva, além de exposta, do fêmur esquerdo.

Quando nos deparamos com o dia-a-dia da rotina dos Pronto-socorros de uma cidade com perfil de metrópole, como Manaus, capital do Amazonas, sabemos que a cada segundo novas intercorrências podem nos fazer pensar que há sempre algo inédito a ser estudado e aprendido e, aliás, foi com esse intuito que tive a idéia de originar esse Blog.

Hoje discutiremos sobre uma situação não tão rara, porém de notória relevância pra formação daqueles que gostam de sentir o friozinho na barriga característico de quem labuta nos Serviços de Urgência e Emergência... o Joelho Flutuante!!! Trata-se de uma trauma ortopédico, resultante de mecanismo de ação com altíssima energia, e que resulta na perda de continuidade entre duas superfícies ósseas (lembrem do conceito na aula de fraturas?) , mais precisamente localizadas no fêmur (osso da coxa) e tíbia (osso da perna), o que faz com que o joelho fique solto, instável.

A abordagem é a mesma de sempre para traumas com alta energia, seguindo o ABCDE da ATLS, seguidos da conduta especializada, que depende do perfil das fraturas, sejam elas expostas ou fechadas, cominutivas ou com traço simples.
No caso abordado aqui, temos uma situação onde a fratura do fêmur foi exposta (quando há comunicação do hematoma fraturário com o meio externo) e a da tíbia foi fechada, porém acompanhada da fratura da fíbula, resultando em maior instabilidade.
Nesse caso em particular, obedecendo os critérios de controle dos danos, procedemos com a fixação externa de amabas as fraturas, sendo que a do fêmur, que tinha uma ferida de apenas 0,5 cm, foi ampliada e tratada exaustivamente com irrigação e debridamento cirúrgicos. Tal conduta se explica quando imaginamos que a estabilização relativa obtida pelos fixadores em questão, trará ao paciente e à equipe de enfermagem maior conforto para manipulação do doente politraumatizado, além do que fará com que o risco de comorbidades, como tromboembolismo e síndrome compartimental, seja bem menor!!!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Lesão meniscal do Jogador "Fininho" - Associação Desportiva São Caetano, São Paulo

Lesão meniscal após exérese!!!


Cicatriz cirúrgica pós-artroscopia


Ato operatório


Lesão meniscal ainda em ambiente intra-articular...


Flap meniscal após ressecção e debridamento...


Exérese por orifício de 0,5 cm... minimamente invasivo...


Lesão osteo-condral adjacente à lesão meniscal...



Começando o procedimento...


Em ação... artroscopia...

No início dessa semana fomos procurados pela Assessoria da Associação Desportiva São Caetano, de São Paulo, com o intuito de procedermos com a avaliação do jogador conhecido na imprensa local e pela torcida amazonense como Fininho, antes jogador do Nacional e Fast Clube, que apresentava sinais de dor intensa e travamento intermitente em joelho D, adquiridos após trauma torcional em um dos jogos disputados na Série B (Segunda Divisão) do Campeonato Brasileiro de Futebol.
Seus exames complementares apontavam para uma lesão do corno anterior do menisco lateral, além de sinovite reacional e lesões condrais pós-traumáticas adjacentes. Não havia lesões ligamentares.
Ao saber do mesmo, o Atleta solicitou o encaminhamento para Manaus, afim de que pudesse se submeter ao procedimento cirúrgico em Manaus, com nossa Equipe, conforme indicação de outro paciente outrora operado, o artilheiro Delmo, hoje professor das categorias de base do São Raimundo Esporte Clube.
O Atleta foi encaminhado para avaliação pelo Departamento Médico do Clube com tais diagnósticos, sendo que estes foram confirmados quando do procedimento cirúrgico.
O mesmo foi submetido a uma artroscopia no joelho D, no Hospital Geral Adriano Jorge, onde procedemos com a sinovectomia ampla, toilete com condroplastia por abrasão das lesões condrais, além de meniscectomia parcial do corno anterior do menisco lateral, já que apresentava lesão radial extensa, com flap extenso e flutuante no ambiente intra-articular.
O mesmo já se encontra em tratamento fisioterápico complementar com a Dra. Régia Coelho, Chefe do nosso Setor de Fisioterapia e Especialista em Rehabilitação na Medicina Desportiva, com retorno para a prática desportiva prevista em 2 semanas.
Sendo ele um dos mais promissores atletas do futebol amazonense nos últimos anos, esperamos que seu regresso seja repleto de vitórias e conquistas!!! E nós continuamos por aqui... sempre prontos a ajudar no que for possível!!!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tenossinovite Estenosante de Quervain

Umas das LER-DORT mais comuns na prática ortopédica, representa o estreitamento do primeiro túnel extensor, consequente à seguidos processos inflamatórios por esforço de repetição!!!Tal estreitamento faz com os tendões dos músculos abdutor longo e extensor curto do polegar, que por ele passam, levem o paciente ao quadro álgico que caracteriza a doença, toda vez que se realiza movimentos de forma ativa!!!

Seu tratamento é sempre cirúrgico, e consiste na liberação operatória do túnel, após uma pequena incisão transversal

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Atualização em cirurgia de reconstrução ligamentar do joelho

Placa de titânio com 2 cm, interligada ao enxerto por uma alça absorvível

Placa + alça + enxerto de tendões flexores

Mais imagens do complexo entre método de fixação por endobutton + enxerto

Parafuso abssorvível usado para fixação tibial do mesmo enxerto


Abordarei aqui um tema amplamente conhecido e debatido no último Congresso Brasileiro de Ortopedia, em São Paulo... a fixação femural do enxerto com endobutton!!!
Tal técnica antigamente era empregada basicamente em caso de cirurgias em pacientes jovens, que ainda tinham a zona de crescimento ósseo ativa, o que impossibilitaria a brocagem para confecção do canal ósseo por onde posicionamos o enxerto.
Com o avanço tecnológico atual, podemos indicar essa técnica que emprega os já conhecidos tendões flexores, que são fixados postero-lateralmente ao fêmur por uma pequena placa de titânio, interligada ao enxerto por uma alça, sem a necessidade de parafusos.
Apesar do exposto, é importante que você consulte sempre um ortopedista especialista na área, pois é uma técnica que exige experiência e conhecimento adquiridos em horas de estudo teórico e execução prática!!!

domingo, 28 de outubro de 2007

O que acontece se eu não operar meu joelho Doutor???

Equipe pronta para mais uma prótese de joelho .

Iniciando o procedimento...

Visão de perfil do joelho acometido - Notar a intensa artrose, com desgaste cartilaginoso importante!!!

Menisco totalmente degenerado pelo processo de desgaste anormal. Assim como eles, os ligamentos também sofrem com o desgaste progressivo, até ruptura completa.

Note o desgaste intenso da superfície articular, praticamente sem cartilagem.
Osso com osso.

Prótese posicionada. Note seus componentes de metal, intercalados com polietileno, o que aumenta sua resistêcia à carga e tensões angulares.


Essa é uma das perguntas mais comuns em meu ambulatório, especializado em patologias do joelho e Medicina desportiva. Parte dessa dúvida reside no medo que qualquer paciente tem em relação ao procedimento cirúrgico, principalmente quanto a anestesia, e aos seus respectivos resultados.
Temos grande parcela de culpa nisso, pois nos ambulatórios pré-operatórios as dúvidas não são devidamente esclarecidas, por meio de videos, artigos e fotos, expondo ao paciente a real situação pela qual passará.
Foi com esse objetivo que resolvi usar esse espaço, como meio de solucionar tais problemas, principalmente no meu meio de trabalho diário!!!
Mas o assunto aqui será o resultado patológico daqueles pacientes que não quiseram operar e que tinham instabilidade ântero-lateral presente, com indicação absoluta para tratamento cirúrgico.
A evolução natural é comparável a um pneu de um carro com suspensão desequilibrada ou desalinhada... gasta de um lado e mantém a normalidade no outro, resultando em inapetência funcional final. O mesmo acontece com nosso joelho, pois a instabilidade resultante da lesão ligamentar faz que haja atrito anormal e sobrecarga entre superfícies articulares, que leva ao desgaste anormal da cartilagem e à tão temida ARTROSE, que nada mais é do que destruição cartilaginosa com exposição do osso subcondral... atrito osso com osso... resultando DOR INTENSA e INCAPACIDADE PARA DEAMBULAÇÃO!!!
Nesses casos, na maioria das vezes, só a prótese total do joelho é a solução... última saída de resolução!!! Cirurgia de salvação!!!
Com a prótese, retiramos cirurgicamente toda a superfície articular do joelho (fêmur distal e tíbia proximal), implantando uma superfície metálica no fêmur e tíbia, com auxílio de cimento especial, intercalados com polietileno, material resistente a choque e carga. Os resultados, guardadas as devidas proporções, é excelente!!!
Mas existem indicações que devem ser seguidas sempre, como idade maior do que 60 anos (salvo para casos de doenças reumáticas pré-existentes, que levam à degradação articular precoce), dor intensa inclusive em repouso, comprometimento grave de 2 ou mais compartimentos do joelho (são 3 ao todo), além de deformidade progressiva com desvio do eixo mecânico de todo o membro inferior analisado.
Uma última consideração é aquela que fala na qualidade do material empregado. Infelizmente nossa indústria nacional ainda não é capaz de produzir uma material de qualidade, fazendo com que ainda tenhamos que recorrer ao material importado, muitas vezes mais caro. É a vida!!!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Novos casos de lesão no Futebol Profissional - FAST Clube

Hoje mais uma vez fui procurado por um clube de futebol, que passa por uma situação difícil ao perder dois de seus principais jogadores, vitimados por lesões nos joelhos.
É crescente o ritmo de incidência das lesões desportivas nesse segmento do aparelho, principalmente as lesões meniscais.
Trata-se de jogadores atualmente no Nacional Fast Clube, disputando a penúltima fase da Série C do Campeonato Brasileiro, sendo eles: Delmo, ídolo maior da torcida amazonense desde 1998, quando ainda jogava pelo São Raimundo, que sofreu um entorse no joelho D, com provável lesão do menisco medial e Fábio, ainda pouco conhecido, porém de igual importância no elenco do excelente Treinador Aderbal Lana, que também foi vitimado por um entorse do joelho, com provável lesão meniscal lateral. Ambos foram examinados e agora serão submetidos a análise por ressonância nuclear magnética, na Clínica MAGSCAN, nossa parceira, liderada pelos amigos Guilherme e Conceição.
Tudo pode ser acompanhado no jornal A Crítica de hoje... já nas bancas!!!
Espero que as notícias posteriores possam ser as melhores aos torcedores e esporte amazonenses!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O avanço nas técnicas e materiais das cirurgias do joelho

Tendões flexores (mm. grácil e semitendíneo) já suturados e preparados em 4 feixes. Note a alça do crosspin, que não deixa haver contato com o enxerto.

Parafuso transverso absorvível de fixação femural - Cross-pin.

Tendões dos músculos grácil e semitendíneo - confecção do enxerto de tendões flexores.



Tendões flexores já retirados. Ainda serão submetidos a limpeza e sutura para confecção do enxerto quádruplo.




Parafuso transverso de titânio - Transfix. Note que seu posicionamento é perpendicular ao do enxerto.


Parafuso de interferência absorvível para fixação tibial - Extra-lock.


Posicionamento do parafuso no túnel tibial. Note que após tração manual, o parafuso é implantado paralelo ao tendão.


Imagem que mostra feridas cirúrgicas sob síntese com mononylon.


Ferida de uma artroscopia simples. Somente dois portais, um medial e um lateral ao tendão patelar.



Este é, sem dúvida, o ramo da Ortopedia e Traumatologia onde tivemos o maior avanço das técnicas e dos materiais cirúrgicos.



Quando falamos de patelar, lembramos que o mesmo é resultante da retirada do terço central do tendão, incluindo fragmentos ósseos da patela e tíbia proximal, indispensáveis para fixação do mesmo nos túneis ósseos. Lembramos ainda qua sua fixação femural e tibial se dá com o uso do parafuso de titânio ou aço, chamado de parafuso de interferência, se interpondo entre o fragmento ósseo do enxerto e a porção ósseo periférica do túnel confeccionado anteriormente. Tal enxerto dobra a potência de tensão para 200N ( a do ligamento natural é de 100N). Há ainda os tendões flexores (mm. grácil e semitendíneo), que são retirados e suturados, formando um enxerto quádruplo, também muito efetivo e potente.
Também quanto à fixação houve grandes avanços, uma vez que utilizamos atualmente os parafusos transversos no fêmur, que ficam totalmente interiorizados na massa óssea, cruzando com o neo-ligamento de forma perpendicular, diminuindo o contato com o mesmo, servindo apenas como ponto de ancoragem proximal, sem comprometer sua vascularização e consequente viabilidade. Pode ser de titânio ou material biossintético, sendo este último totalmente absorvível num período variável de 1 a 2 anos. Esse último é conhecido como Cross-pin, e utiliza-se também de uma alça onde o parafuso é posicionado, de forma que não há definitivamente qualquer contato com o enxerto, servindo apenas de ponto de sustentação, deixando livres os bordos do enxerto para o contato ósseo com as paredes do túnel ósseo, facilitando sua integração. Quanto à fixação tibial, usamos o parafuso de interferência absorvível, também conhecido com extra-lock, que com seu desenho inovador permite maior adaptação ao túnel ósseo, por ser deformável, e diminui a agressão por meio de suas estrias ao tendão flexor (enxerto) adjacente. Hé ainda aqueles de titânio, especiais para o caso, mas com eficiência bem inferior.


As inovações também estão presentes no fio que usamos, em relação a matéria-prima (seda, nylon, ...) e ao entrelaçamento de suas fibras, fazendo com que se tornem muito mais resistentes ao estresse de tração e tensão, como o exemplo do Fio de Herculine. Isso permite uma firme sutura entre os feixes tendíneos, contribuindo para integridade estrutural do enxerto e determinação de sua resitência final.



Há ainda os equipos de irrigação intra-articular, hoje dotados de sensores que controlam a saída de água, mantendo a pressão intra-articular sempre ótima e regular para a visualização das estruturas intra-articulares, lesionadas ou não. Com isso, diminuimos a chance do surgimento de uma das mais temíveis complicações pós-operatórias, resultante do estravasamento da água para os tecidos moles adjacentes à cápsula, resultando em extenso edema e dor, que muitas vezes impede a mobilidadev precoce e compromete o resultado final, além do que prolonga o tempo de internação do paciente, para regressão do mesmo. Esse controle é indispensável.


Portanto, tais avanços tornam todo o procedimento muito mais seguro e completo, com resultados excelentes e retorno precoce às atividades de trabalho ou esportivas.

LESÕES MENISCAIS

Momento em que, após a manipulação intra-articular por vídeo do menisco lesado (tipo alça de balde), estamos realizando a exérese do fragmento lesado.

Todo o procedimento é realizado com visualização pelo vídeo.

Note o grande fragmento retirada, que estava dobrada sobre si mesmo, travando de forma importante o joelho do paciente, tornando impossível sua extensão completa.


Imagem final do procedimento. Note o discreto edema residual e os portais sintetizados com apenas um ponto (0,5 cm).


Uma das patologias mais comuns na prática médica relacionada à Medicina Desportiva, pertencente a especialidade de Ortopedia e Traumatologia, é a Lesão dos meniscos.

Os meniscos estão localizados dentro da articulação do joelho, distribuídos em dois dos seu compartimentos, medial e lateral, com base em seu posicionamento femuro-tibial. Há também o segmento articular fêmuro-patelar, que é desprovido de tal estrutura.

Funcionam como amortecedores de impacto entre as estruturas ósseas já mencionadas, além de redistribuirem a carga, impede estresse excessivo sobre determinada região. São responsáveis também pela distribuição igualitária do liquido sinovial, assim como são os principais estabilizadores secundários do joelho (primários são os ligamentos).

Portanto sua lesão leve ao comprometimento de todas essas funções, e é aí que reside a importância da manutenção de sua estrutura e funcionalidade, sem exceções.

As lesões são classificadas de acordo com seu aspecto macroscópico e microscópico, onde se observa a característica do traço da lesão e sua posição em relação à vascularização, se na zona branca (desvascularizada - mais central) ou na zona vermelha (vascularizada - mais periférica). Podemos denominá-la, então, da seguinte forma: radial, radial dupla, clivagem horizontal, clivagem vertical, clivagem mista, retalho, alça de balde e degenerativa. De todas essas, apenas a última pode ser de tratamento conservador... pode ser... por que se o quadro clínico do paciente indicar dor intensa, instabilidade e impotência laborativa (ao trabalho), a indicação cirúrgica se faz necessária, mesmo nesse caso.

O tratamento atual é bem simplificado pelo avanço nas técnicas e materiais cirúrgicos empregados, fazendo com que o retorno à prática normal diária se dê por volta de 3 semanas.

A fisioterapia começa logo após a cirurgia, com crioterapia e exercícios isométricos.

A última pergunta, e uma das mais realizadas é: E se eu não fizer a cirurgia, Doutor? A explicação está no fato de que tais lesões, por toda a perda de funcionalidade que traz consigo, resulta em desgaste da cartilagem articular, com avanço para artrose degenerativa, que num estágio mais avançado só é resolvida por uma prótese total cimentada de joelho, uma cirurgia bem mais complicada e de resultados reservados.

Portanto, se você possui uma dessas lesões, fique tranquilo... sua solução é mais simples do que parece!!! Procure um especialista com urgência!!!


domingo, 2 de setembro de 2007

A verdade sobre o infarto súbito nos esportes

Muito tem se falado recentemente sobre os casos de parada cardio-respiratória ocorridos em atletas de futebol, ocorridos em centros de primeiro mundo como Itália e Israel, resultantes de falência cardíaca súbita, sem precedentes anteriores. Algumas colocações são acertadas, enquanto outras fogem totalmente do conhecimento atual sobre tal assunto, levando o assunto a uma abordagem errônea, baseada em conceitos arcaicos e já proscritos. O ruim é que alguns destes são veiculados até em jornais de grande tiragem. Um absurdo!!! Pra não dizer outra coisa!!!
Hoje é mundialmente discutido em Congressos e encontros que reunem especialistas em Medicina Desportiva, assim como cardiologistas, clínicos gerais, cirurgiões, ortopedistas, dentre outros, a gênese de tal problema, visando seu maior entendimento e consenso de acordo com os mais diferentes pontos de visão, das mais diferentes especialidades médicas, todas ligadas entre si peli esporte.
Sabemos, com base em tudo que é discutido e divulgado, que nos dias atuais os atletas são submetidos cada vez mais a uma carga excessiva de exercícios físicos, muitas vezes por sua própria vontade, a fim de obter resultados cada vez melhores, dentro de suas modalidades, obedecendo a máxima de que não hã vitória sem sofrimento.
Com esse intuito, alguns lançam mão de meios nem sempre corretos, como o uso de drogas anabolizantes sintéticas, que num curto espaço de tempo proporcionam o nível atlético esperado, porém deixam sequelas graves, como insuficiência cardíaca grave, com picos hipertensivos e falência do músculo cardíaco (miocárdio), podendo levar ao infarto e morte súbita.
Porém, mesmo no caso em que não há essa relação, temos o excesso de carga de trabalho específica, que faz com que o coração, um órgão tão importante e funcionante graças a um estímulo elétrico ritmado do próprio organismo, sofra um colapso por estresse excessivo, com decréscimo de sua vascularização e perfusão, resultando em hipóxia, isquemia e necrose do músculo, que leva à parada cárdio-respiratória e morte. Nem sempre existem alterações perceptíveis aos exames normais de rotina, o que faz com que alterações possam ser subavaliadas e o prognóstico reservado.
É difícil imaginar que centros altamente desenvolvidos como a Itália sejam balançados por tais acontecimentos, ainda mais com Clubes de Futebol altamente profissionalizados como o Sevilla, nos acontecimentos atuais. É mais comum pensarmos que isso só ocorreria em áreas subdesenvolvidas, com péssimas condições de trabalho aos médicos e demais profissionais envolvidos na área, como aqui no nosso esporte, onde nenhum dos exames de rotina é feito, com a desculpa de que não há potencial financeiro, enquanto sabemos que na maioria dos casos é descaso mesmo!!!
A verdade é que o atleta, teoricamente goza de uma saúde perfeita, sem quaisquer antecedentes patológicos e sem exposição a fatores de risco como hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, dentre outros, o que faz com que sua rede vascular que nutre o coração, tendo como base as artérias carótidas, salvo por alguma mal-formação, não tenham o que chamamos de rede vascular acessória, extremamente importante por desviar o fluxo sanguíneo conseguindo nutrir áreas acometidas por uma possível obstrução súbita. Tal rede vascular é comum em idosos e pessoas com história de comorbidades, o que faz com que o índice nessas pessoas de mal súbito seja muito menor. Como não existe no atleta essa rede acessória, qualquer obstrução resulta em grande falência do miocárdio, quase sempre mortal, dependendo apenas do grau de obstrução.
Então, muitas vezes, nós médicos envolvidos na área, podemos sim passar pela situação de sermos acusados de negligência e descaso nesses casos, como os colegas do Sevilla, porém antes é preciso que se estude o caso e que se entenda a situação, para que não se cometa injustiça, como pode ser esse o caso.
E pelo amor de Deus,vamos parar com essa história de cáries dentárias... não existe mais espaço para isso!!!

As principais lesões desportivas na prática médica

Lesão completa do tendão de Aquilles, na porção mio-tendínea, com esgarça~mento complexo das fibras. Lesão já debridada cirurgicamente.

Procedemos com a tenorrafia término-terminal tipo Krakow, com reforço utilizando o tendão do músculo fibular curto.

Ferida sob síntese, mostrando restauração da estrutura anatômica.


No dia-a-dia de consultório ortopédico, algumas perguntas são muitas vezes formuladas por nossos pacientes, vitimados por lesões ocorridas quando de práticas esportivas: Doutor, quais as lesões mais frequentes em atletas, qual seu tratamento e seu prognóstico? Volto ainda a jogar?

Pensando nisso, procuro aqui abordar tais temas e responder de forma sucinta a tais perguntas.

As duas lesões mais comuns são: Distensões musculares e lesões tendíneas, que vão desde um processo inflamatório simples, até lesão completa de suas fibras por desgaste excessivo.

Nas distensões musculares, é importante dizer que tais lesões ocorrem quando na fase antagônica da ação muscular, onde ele realiza um contração excêntrica, com alongamento máximo de suas fibras. Isso vai de encontro ao conhecimento médico geral, que até períodos não tão distantes, pensava serem tais patologias resultantes de trauma direto ou em contração concêntrica, na fase ativa.

De acordo com o estresse a que são submetidas, as fibras musculares entram em colapso, podendo sofre rupturas microscópicas, que relacionam-se apenas com os estiramentos, at~e colapso total das mesmas, as chamadas distensões musculares grau III, com ruptura total do ventre muscular.

Como já abordado, podem ser classificadas em graus ( I, II e III), de acordo com características clínicas e radiológicas, também prognósticas.

Grau I: Ruptura parcial e leve de fibras, sem depressão palpável ou visível no contorno anatômico, com leve edema local e dor à digitopressão, porém ainda sem equimose ou hematomas. O prognóstico é bom e seu tratamento baseia-se em crioterapia local, 20 minutos com intervalos mínimos de 3 horas, além de anti-inflamatórios, como Arcoxia, Prexige, Celebra, Nisulid, dentre outros, usados de acordo com indicação e prescrição médicas. A fisioterapia desde as primeiras horas pós-lesão também é imprescindível, com ultrassom pulsátil e eletro-estimulação;

Grau II: Ruptura parcial das fibras, só que agora com depressão visível e palpável, além da presença de hematoma ou equimose. O seu tratamento é praticamente o mesmo, só que por um período maior de recuperação, visto que a cicatrização necessária também é maior;

Grau III: São as mais graves, com ruptura completa do ventre muscular e sinais clínicos bem característicos. A opção de tratamento pode se estender até a necessidade cirúrgica, se necessário for.

Quanto as lesões tendíneas, é muito comum nos depararmos com as tendinites induzidas por esforços de repetição por tempo prolongado, as chamadas LER-DORT, que são tratadas nos mesmos princípios anteriormente descritos. O complicado, nesses casos, é que esses processos inflamatórios de repetição levam o organismo a manter um processo de cicatrização intermitente, onde se tira células danificadas e repõe novas, só que resulta em enfraquecimento estrutural, com calcificação de permeio, sendo essa uma estrutura de carga constante, o que pode resultar em colapso estrutural, com desinserção do osso ou ruptura do tendão, com consequências clínicas graves a médio e longo prazos. Podem resultas de atividades de trabalho, até desportivas, quando deitas de forma inadequada, expondo tais estruturas ao estresse para o qual não estão preparadas.