domingo, 8 de julho de 2007

Uma breve história sobre anti-inflamatórios

Vamos começar esse nosso pequeno passeio pela história dos anti-inflamatórios, esclarecendo que existem dois tipos distintos: os esteróides (corticóides) e os não-esteróides. O primeiro é de uso restrito, já que traz consigo efeitos colaterais como retenção líquida, osteoporose, diabetes, hipertensão e úlcera gástrica. O segundo é amplamente utilizado pela sua maior segurança e menor risco de complicações. Com base nisso, abordaremos aqui os AINEs.
Vamos começar essa história com os diclofenacos (sódico e potássico), ótimos em sua função contra a inflamação, porém com efeitos colaterais graves que vão de gastrite superficial aguda até úlcera gástrica. Isso acontece uma vez que agem de forma não seletiva impedindo a ação das cicloxigenases (1 e 2), interferindo na cadeia que resulta na síntese das prostaglandinas (mediadoras do processo inflamatório), a partir do ácido araquidônico. Essa falta de seleção faz com que o processo inflamatório seja controlado (ação da COX2), mas que se perca concomitantemente a proteção gástrica pela inibição da secreção de muco (açao da COX1).
Então, o que seria mais importante? Descobrir um jeito de selecionar essa ação do medicamento. Ai surgem os seletivos para COX2 - Ethoricoxib, parecoxib, dentre outros. Parece que todos os problemas estão resolvidos, não é? Mas eis que nos defrontamos com um novo problema: o aumento de riscos cardio-vasculares, induzido por um radical sulfa presente na composição química das drogas. Com base em tudo isso, o que devo usar?
O primeiro ponto a entender é que todo medicamento traz beneficios e maleficios, seja ele qual for! O que devemos é pesar os riscos e associar com as benfeitorias, de acordo com cada caso... paciente a paciente. E o segundo ponto é que somente o médico é capaz de entender e determinar as ações necessárias em cada situação, o que nos leva a compreender que a automedicação, seja pelo próprio paciente ou pela indução de um balconista de drogaria, só pode resultar em problemas, e sérios! Portanto, consulte sempre o seu médico e nunca aceite conselhos da vizinha, dos avós, dos amigos, ou de qualquer pessoa! O risco existe e é sua vida que está em jogo!!!

2 comentários:

cinthia disse...

Dr.tenho um cisto de baker no joelho esquerdo de conteúdo anecóico,emergindo nas cabeças do gastrocnêmios,medindo 3,0 x 1,5 x1,0cm (2,6cm3).Devo ou não fazer a cirurgia?

Magda disse...

Bom dia, meu nome é Magda e caí em janeiro com a perna voltada para fora e com toda força bati com meu joelho no chão. Fiz raio X e USG, mas não deu nada. Fiz fisioterapia e a fisioterapeuta falou para que eu procurasse um ortopedista especialista em joelhos, pois o mesmo estava estalando, eu não conseguia dobrar todo e a patela está instável (quer dobrar sozinha). O laudo da ressonância foi o seguinte:
LAUDO- Ligamentos cruzados anterior e posterior, colaterais medial e lateral sem alterações morfológicas, com intensidade de sinal normal- Tendões do quadríceps da coxa e patelar sem alterações morfológicas, com intensidade de sinal normal- Deslocamento anterior do corno anterior do menisco medial- Alteração degenerativa Grau II no corno anterior do menisco lateral caracterizado por faixa de hipersinal intra-substancial- Sinais de edema ósseo na porção anterior do côndilo femoral lateral- Patela em situação normal com retináculos íntegros- Cartilagem patelar de espessura preservada apresentando focos de hipersinal em T2W em seu interior, constituindo aspecto de condropatia- Gordura de Hoffa preservada- Quantidade de líquido articular dentro dos limites normais- Pequeno cisto de Baker
Eu preciso fazer artroscopia ou operar? Sinto muita dor, principalmente à noite.
Muito obrigada! Magda Castilho